Greve Geral do dia 05 foi desmarcada pelas direções das maiores centrais sindicais do Brasil

Diógenes B. de Freitas

Greve Geral do dia 05 foi desmarcada pelas direções das maiores centrais sindicais do Brasil

Com isso as direções pelegas jogam contra os trabalhadores e a favor dos patrões

As direções das maiores centrais sindicais, tão logo souberam que o governo não colocaria em votação a reforma da previdência no próximo dia 6, trataram imediatamente de desmobilizar a Greve Geral que estava marcada para o próximo dia 05 terça feira (Intersindical Central da Classe Trabalhadora, informou que não participou de nenhuma reunião ou foi comunicada para desmarcar o dia, da mesma forma A CSP-Conlutas também informa que também não).

O governo ilegítimo que se instalou em Brasília em 2016, não hesita em avançar a agenda da burguesia contra os trabalhadores com suas várias reformas, a exemplo da Reforma do Ensino Médio, e da Reforma trabalhista que eliminou de uma só vez os direitos que protegia o trabalho.

A Reforma da Previdência é para o Capital Financeiro a menina dos olhos, uma vez que desmontando a previdência pública, milhões de trabalhadores acabarão migrando e se tornando reféns dos planos de previdência privada.

O próprio presidente da Câmara dos deputados, ao falar da retirada da pauta do dia 06, afirmou que ela será aprovada, e que se tratava apenas de um adiamento, demonstrando que não haverá recuo por parte deles.

Nesse cenário, a mobilização constante da classe trabalhadora brasileira através, das várias categorias organizadas, e a Greve Geral marcada para o dia 05 é extremamente importante e necessária para barrar o ataque às aposentadorias e iniciar uma intensa agenda para que imponha a revogação das demais que já foram aprovadas.

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Dia do professor

Tentando escrever algo sobre o dia dos professores percebi que o desafio é grande, dado que nesse momento no Brasil, vivemos o mais avassalador ataque à educação pública dos últimos tempos, que se materializa através da reforma do ensino médio, do congelamento de verbas para a área, e no perfil dos operadores do MEC, que são pessoas alinhadas aos interesses do Mercado, e então evidentemente, contrárias à educação pública e que atuam para enfraquecê -la, e buscam até mesmo destruí-la. E ainda, um clima que deixou à vontade os setores mais apodrecidos da sociedade para tentar lançar à todos de volta aos períodos das trevas obscurantistas medievais com projetos como o da escola sem partido, que busca criminalizar o ofício dos professores ,buscam tolher a liberdade de ensinar e aprender e estabelecer o pensamento único no ensino.
É claro, que tudo isso afeta os educadores no seu fazer cotidiano da profissão, e seus salários e carreira também são alvos, os primeiros e prediletos dos governantes, é possível verificar esse fato, quando vemos legislações de atribuição de aulas como a de São Paulo neste ano de 2017, que tem um claro viés de castigo ao professor, porque esse governo identifica estes profissionais como atores incansáveis na luta por uma escola melhor para os seus alunos e alunas, e por isso mesmo edita a tal legislação e a sua mais nova maldade, a PL 920 que congela direitos de evolução na carreira e qualquer tipo de reajuste salarial aos professores, salários já congelado há quatro anos
Esse é o cenário atual com o qual convive os professores e a sociedade brasileira , que veem através de campanhas publicitárias, vender a ideia de que esse projeto de retrocesso do que já era ruim, agora ,piorado, é bom para a sociedade, para estudantes e professores.
Mas, para desespero dos governos de plantão professor é unanimidade!

Viva os Professores!

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Carta aos trabalhadores, e a todos que lutam!

Carta aos trabalhadores, e a todos que lutam!

Estamos chamados à necessidade de responder de forma incisiva a um ataque sem precedentes na vida de todo trabalhador e trabalhadora, trata-se de fazer frente à ofensiva dos poderosos que querem retirar de forma avassaladora todos os nossos direitos, aqueles que nos protegem contra o poder e a força dos patrões, o que querem, é na  verdade nos escravizar.
A história dos trabalhadores no Brasil trás paginas de muita valentia e luta, para escrever na lei, com sangue operário o pouco de direitos e de proteção ao trabalhador que temos hoje. Sim, foi assim! Não nos foi dado de mão beijada a jornada de 8 horas semanais, tampouco o direito à férias, e vejam, que elas não são remuneradas para a quase totalidade dos trabalhadores, e também, a nossa garantia de reclamar na justiça quando somos lesados pelo empregador. Tudo isso, está sendo retirado, numa tentativa de deixar o trabalhador refém dos interesses, e da vontade do patrão de explorar ao máximo a grande maioria das mulheres e homens da nossa sociedade, a exemplo das terceirizações.
O avanço é ainda maior, quando propõem trabalharmos 49 anos para aposentarmos.
A luta por conquista desses nossos direitos, começa com a greve dos tipógrafos em 1858, num momento de extrema exploração da nossa classe. Nesse mesmo contexto, seguimos até o ano de 1917, quando não aguentando mais a situação a que estavam submetidos os trabalhadores, fizeram deflagrar a Greve Geral, marco importante para a conquistas de todos esses direitos que querem cassar hoje. Essa Greve, elevou a voz dos operários e sinalizou nesse momento que não aceitaríamos mais aquela situação degradante no cotidiano do trabalhador, começa assim a luta que vai desemboca no ano de 1943 quando o governo da época acaba por decretar a CLT, que reúne a maioria dos direitos protetivos ao Trabalho, e que se soma aos da Constituição de 1988 na garantia a todos no amparo da seguridade social, para que o velho, a criança, o inválido, o aposentado tenham um amparo de forma digna para sua manutenção..
É tudo isso que o governo e o congresso estão retirando dos brasileiros agora, através das tais reformas. A Greve Geral é o nosso instrumento mais legitimo e forte, e isso foi demonstrado no dia 28 de abril, Brasil afora. O estrondoso sucesso daquela sexta só foi possível, porque tivemos a unidade de todos os trabalhadores, representados pelas suas entidades sindicais, temos que seguir assim, e agora,  é necessário e urgente uma agenda de lutas que avance até atingirmos a derrota das reformas, para isso, não podemos descartar a necessidade de uma nova Greve, dessa vez por tempo indeterminado até a retirada dos projetos de reforma trabalhista e da previdência, e se não for o suficiente, esta deve ser combinada com medidas  mais incisivas contra o governo e os parlamentares, como sitiar o congresso e o planalto, exercendo pressão direta sobre a canalha que se apossou do poder.
Que sejamos sábios e que com nossa disposição de luta, possamos barrar todos essas afrontas a nossa sobrevivência com dignidade.
Greve Geral em defesa dos nossos direitos!

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Aos patos, “Feliz pinguela para o passado” em 2017, e um natal de uma ignorante hipocrisia.

Muito curioso, na Globo a matéria em seu programa matutino, tem como tema a ajuda à crianças da África, com vestimentas doadas em forma de caridade, devido à situação de miséria provocada por lá. Manipulação sentimental nesse período do ano. O curioso, é que o programa é na medida para os patos amarelos de camisa da seleção que foram nas manifestações pedindo que o Brasil seja transformado em um pais com situação igual a daquele continente na sua parte mais empobrecida, só para não esquecer que o resultado, está sendo a PEC 55 que vai reduzir de 20% os investimentos nas áreas sociais para 13%, índice dos países mais pobres, sem falar na retirada de direitos trabalhistas, anunciada como presente de natal e a destruição do ensino médio. Aos patos, “Feliz pinguela para o passado”(Pontes para o Futuro) em 2017, e um natal de uma ignorante hipocrisia.
Aos que lutam, muita disposição, unidade e vitórias nas lutas que virão!

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Ensino Médio, Sociologia e filosofia de volta à estaca zero.

“Câmara aprova exigência de filosofia e sociologia no ensino médio”

Essa é a manchete estampada em um jornal de grande circulação nacional, e repetida pelos telejornais hoje. Ocorre que toda a nossa luta foi pela introdução das duas disciplinas como tal, pois os que eram contrários à introdução usava um palavrório inserido no corpo da lei para enganar, a sociedade usando termos como, conhecimentos, saberes, domínio, tentavam de todas as formas evitar que sociologia e filosofia ocupassem seu lugar na grade curricular com o estatuto de ciências, como de fato elas são e, a emenda que foi aprovada ontem, longe de ser uma garantia, é novamente uma enganação que lança a luta pela obrigatoriedade à estaca zero. Vale a pena reler o texto do Prof. Amaury César Moraes (parecer do MEC) onde ele aponta que se dava uma interpretação liberal para a lei quando o correto era a interpretação literal. A volta a essa interpretação é um tremendo retrocesso, visto que a interpretação liberal atendia as diretrizes do Banco Mundial, da OMC etc.

Sociologia e Filosofia foi uma conquista e, é um direito dos nossos alunos, vamos lutar para manter a obrigatoriedade com o status de disciplinas.

Para não esquecer, Não à PEC 55 e Fora Temer!!!

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“a História me absolverá.”

¡HASTA LA VICTORIA SIEMPRE, FIDEL!                                                                                                   

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Os que ocupam palácios de governo precisam da policia militar para se manterem lá.

Em um diálogo com uma amiga numa rede social, sobre uma palavra de ordem muito utilizada nas manifestações, devido à violência empregada pela policia militar, me foi perguntado se o fim desta instituição, não faria aumentar a “bandidagem”. Compartilho com todos aqui minha reflexão.

Olá, como vai? Penso que a criminalidade e os índices de violência tem seu aumento relacionado ao pouco investimento em políticas públicas e nas áreas sociais, ao desemprego conjuntural e criminoso como o que estamos presenciando no momento para implantar, de vez a terceirização total em todas as áreas e ao contraste social, provocado pelo Estado que opera para a concentração de riquezas e o aumento da pobreza, é esse o caso da PEC 241(agora no senado 55) que pretende cancelar por 20 anos a obrigatoriedade constitucional de investimento em educação, saúde, assistência social, e que, segundo um ex- presidente do Banco Mundial, ao cabo de vinte anos o Brasil terá recuado à situação dos países mais pobres da África, pois, o pouco que é investido 20%, recuaria para 13%, quando em países como EUA esse percentual gira acima dos 35% indo, em alguns países pelo mundo, a mais de 49%, e toda essa economia feita aqui é para juntar dinheiro para aos banqueiros (Superávit primário). O que sabemos de fato, é que os governos operam para que a riqueza produzida por todos fique nas mãos de poucos, e por esse motivo, precisa de um aparato policial para conter a imensa maioria da população que promovem protestos (já passa de 1200 escolas e universidades ocupadas em todo o Brasil), e que diante da miséria pode vir a se revoltar aumentando a tensão social. É interessante observar também, que uma policia militar é uma policia de guerra, onde tal não existe, então, ela se volta contra as populações da periferia, sobretudo, jovens que sofrem um extermínio já sabido por todos, os números de mortes causadas por policiais são altíssimos, assim, o fim dessa instituição, diminuiria o número de bandidos que se julgam com direito de assassinar o jovem pobre da favela, em sua grande maioria negros. Não dá pra deixar de dizer também que mais de 300 parlamentares do Congresso Nacional, tem problemas com a justiça, bandidos? O governo do estado que controla a referida corporação, além de ter sido denunciado pela roubalheira no metrô, tem como principal suspeito denunciado de roubo de merenda uma figura de seu mesmo partido, Uma quadrilha? Bandidos? Voltemos os olhos para o governo federal, qualificado por um jurista como sendo uma cleptocracia, Bandidos?

A “bandidagem” está diretamente ligada à existência ou não da policia militar, se entendermos que os bandidos ocupam o poder nos palácios, e precisam desse aparato para manter-se lá.

O aparato militar não nos serve para enfrentar essa verdadeira bandidagem que são os causadores do nosso sofrimento.

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Dos 594 membros do Congresso, “318 estão sob investigação ou acusados

Amelinha Teles relata tortura (confira vídeo abaixo) que sofreu nas mãos do criminoso torturador à serviço do Estado brasileiro coronel Brilhante Ustra.
A câmara dos deputados, salvo raras exceções, está tomada por gente da pior espécie, como o fascista que homenageou na votação do último domingo, esse torturador do período da Ditadura Militar. As pessoas de bem do Brasil, não merecem ter um parlamento tão contaminado por figuras como esse deputado, que pregam o ódio, destilam preconceitos, esbravejam e são contra as liberdades e direitos individuais a exemplo das bancada dos três Bs (Bancadas da Bala da Bíblia e do Boi) e tantos outros que na verdade são quadrilheiros(dos 594 membros do Congresso, “318 estão sob investigação ou acusados, segundo O The Globe and Mail de 17 de abril 216) a serviço do empresariado, como bem disse Bertolt Brecht “nasce (…) o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais”. O tempo que se avizinha demonstra a necessidade de muita luta e uma câmara dos deputados de melhor qualidade, mais progressista, no lugar dessa atual tão corrupta e reacionária.

Amelinha Teles relata tortura

https://vimeo.com/66483419

 

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Vamos nos manter atentos, nenhum direito a menos.

Ataque aos direitos dos trabalhadores. É disso que se trata essa movimentação da velha direita em sintonia com os patrões e grande capital para afastar o governo, ou seja, avançar de forma mais rápida na retirada dos direitos dos trabalhadores para aumentar os lucros dos empresários. Vamos nos manter atentos, nenhum direito a menos.

Pauta prejudicial aos trabalhadores

Terceirização ampliada

Autor: Deputado Sandro Mabel (PR)

Data de apresentação: 23/10/2004

Texto: Amplia as contratações terceirizadas, estendo também para atividade-fim, como, por exemplo, carteiros. Hoje, é permitida a terceirização na atividade-meio, como serviços de vigilância, limpeza e recepcionista

Situação: Secretaria Legislativa do Senado, aguardando requerimento do senador

Paulo Paim (PMDB), relator do projeto na Casa

Reduz idade para ingresso no mercado de trabalho

Autor: Dilceu Sperafico – PP/PR

Data da apresentação:  03/05/2011

Texto: Propõe a alteração da Constituição Federal para autorizar o trabalho sob o regime de tempo parcial a partir 14 anos de idade

Situação: Aguarda parecer do relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados

Instituição de acordo extrajudicial

Autor: Jorge Côrte Real – PTB/PE

Data de apresentação: 24/02/2015

Texto: Altera a Confederação das Leis do Trabalho (CLT) com o fim de possibilitar a homologação de acordo extrajudicial firmado diretamente pelos interessados (empregado/empregador)

Situação: Aguarda parecer na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP)

Redução de jornada e salários

Autor: Júlio Delgado – PSB/MG

Data da apresentação: 08/04/2009

Texto: Altera o art. 2º da Lei nº 4.923, de 23 de dezembro de 1965. A mudança permite a redução da jornada de trabalho da empresa que tiver uma queda média de 20% ou mais em suas vendas nos três meses anteriores quando comparadas com igual período do ano anterior.

Situação: Aguardando parecer na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara

Trabalho intermitente por dia e hora

Autor: Laercio Oliveira – PR/SE

Data da apresentação:  26/04/2012

Texto: Institui o contrato de trabalho intermitente. Esse tipo de contrato prevê que a prestação de serviços será descontínua, podendo compreender períodos determinados em dia ou hora, e alternar prestação de serviços e folgas, independentemente do tipo de atividade do empregado ou do empregador

Situação: Aguardando parecer das comissões da Câmara

Prevalência do negociado sobre o legislado

Autor: Irajá Abreu – PSD/TO

Data da apresentação: 11/07/2012

Texto: Altera a Consolidação das Leis do Trabalho para dispor sobre a eficácia das convenções e acordos coletivos de trabalho. Pela proposta, é assegurado o pleno conhecimento das convenções e acordos coletivos e passam a prevalecer sobre a legislação trabalhista.

Situação: Aguardando parecer do relator na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP)

Extinção da multa por demissão sem justa causa

Autor: Senador Cássio Cunha Lima – PSDB/PB

Data de apresentação: 21/08/2015

Texto: Altera a Lei de atualização Monetária do FGTS para estabelecer que a contribuição social devida pelos empregadores em caso de despedida de empregado sem justa causa será devida até 31 de dezembro de 2015.

Situação: Aguardando para ser incluída na ordem do dia para ser votada no plenário

Impedimento do empregado demitido reclamar na Justiça do Trabalho

Autor: Gorete Pereira – PR/CE

Data da apresentação:  14/05/2014

Texto: Altera a CLT para disciplinar efeitos processuais da homologação da rescisão contratual, inviabilizando que o trabalhador demitido reclame direitos na Justiça do Trabalho

Situação: Pronta para Pauta na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP)

Trabalho escravo

Autor: Moreira Mendes – PSD/RO

Data da apresentação:  09/05/2012

Ementa: Dispõe sobre o conceito de trabalho análogo ao de escravo. O conceito reduz a amplitude da definição de trabalho escravo e reduz do texto as expressões trabalho degradante e jornada exaustiva

Situação: Tramitando nas comissões

Contrato de curta duração

Autor: Laercio Oliveira – SD/SE

Data da apresentação: 20/10/2015

Texto: Institui o Contrato de Trabalho de Curta Duração. Poderá ser celebrado contrato de trabalho de curta duração nas atividades inclusas na relação a que se refere o art. 7º, do Decreto 27.048/49, que, por sua natureza ou pela conveniência pública, devem ser exercidas de forma ininterrupta

Situação: Aguardando parecer das comissões

Trabalhadores rurais com jornada ampliada

Autor: Blairo Maggi – PR/MT

Data de Apresentação: 14/06/2012

Texto: Altera as normas reguladoras do trabalho rural permitindo a possibilidade de mais duas horas extras à jornada do trabalho rural contabilizando 12 horas. Hoje, a jornada é de oito horas com a previsão de duas horas extras, somando10 horas. Situação: Secretaria Legislativa do Senado

Direito à greve

Autor: Comissão da Consolidação da Legislação Federal e Regulamentação de Dispositivos da Constituição Federal

Data de apresentação: 12 de novembro de 2014

Texto: Regulamenta e retira o direito de greve dos servidores públicos. A proposta conceitua a greve e estabelece regras sobre competência, procedimentos e requisitos para a deflagração da greve

Situação: Está na Secretaria Legislativa do Senado Federal”

 

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Crise no Brasil. A burguesia aprofunda a crise

A burguesia aprofunda a crise no Brasil, trabalhadores levantem suas bandeiras!

 

 

Diógenes B.de Freitas

Manifestações em frente a FIESP

De todos os lugares de manifestações, ocorridas no Brasil pelo fora Dilma e PT, nas várias capitais e outras cidades, quase sempre em locais tradicionais, chama a atenção as de São Paulo dos dias 13, 16, 17 de março que mesmo sendo no local tradicional de manifestações, a Av. Paulista, a concentração dos manifestantes  aconteceu em frente o templo máximo do capital, que opera a organização da produção em favor dos interesses dos poderosos, FIESP, demonstrando a real natureza do processo em curso no nosso pais.                                                                                                                                                                         A FIESP (Federação das Indústrias Do Estado de São Paulo), como sabemos, representa os interesses do grande capital, da indústria de transformação, contra os interesses da imensa maioria da sociedade que é a massa trabalhadora. É essa entidade que defende o seguinte, fim dos direitos trabalhista previsto da CLT 20160322044726 (1)(Consolidação da Leis Trabalhistas) de 1943, é ainda, contra a redução da jornada de trabalho, é ela que propõe o A.C.E, Acordo Coletivo Especial que prevê que o acordado (imposto pelo patrão) se sobreponha ao legislado nas relações trabalhistas, atua ainda, para implantar as terceirizações nas atividades fins, e nos serviços públicos. Mesmo o discurso de redução da carga tributária tem como objetivo não declarado, o aumento dos lucros para os empresários, e não a redução dos preços ou coisa que o valha para a grande massa, ou seja, transfere pra esta a tarefa de pagar o pato, por sinal, o símbolo do deboche da FIESP com os trabalhadores, é o imenso pato amarelo inflável, se destacando entre os manifestantes.

Avanço da direita no momento atual

Estamos vivenciando uma movimentação da burguesia para retomar a máquina  governamental e acelerar o aprofundamento do programa liberal (neoliberal), qual seja, a entrega dos recursos e riquezas minerais e naturais ao grande capital internacional, privatizar o que ainda resta como patrimônio do povo, reduzir o número de funcionários públicos a pretexto de reduzir o tamanho do Estado, fazer uma nova reforma da previdência, aumentado à idade e o tempo de trabalho e aumentar o fluxo de recurso destinado ao pagamento da divida à banca financeira. Em suma, rearranjar o fluxo de capitais canalizados para o centro do capitalismo mundial

Como foi possível aglutinar tantas pessoas para essa pauta,  derrubada do governo e a desestabilização do país?

A mídia, grande imprensa que sempre cumpriu o papel de manipulação das massas, nos últimos tempos abandonou qualquer tipo de acanhamento que ainda restava e passou a disputar a opinião pública de forma mais incisiva, lançando mão da velha tática, utilizada em outros tempos, como foi feito por exemplo no pré 1964, o reducionismo do debate político ao tema corrupção, sem aprofundar ou qualificá-lo, dessa forma pode alcançar setores da sociedade que sempre se sentiram privilegiados em e passaram a acreditar que as camadas mais pobres  foram igualados a eles, anulando assim seus privilégios, e então, foram ganhos para a pauta apresentada pelos veículos de comunicação a serviço dos conservadores, e num grau muito perigoso, resvalando para o ódio,  com várias demonstrações de intolerância, xingamentos agressões físicas a quem pensa diferente ou usa vermelho, e provocações como foi o caso da PUC da capital paulista na noite de 21  último (é oportuno registrar que nesse  episódio a policia do governo do estado deixou claro de que lado está, reprimindo os estudantes da universidade e protegendo os provocadores), e muitos outros episódios poderão acontecer, demonstrando um viés fascista que pode abrir as portas para a retirada dos direitos e às liberdades individuais.

Contribuiu para esse quadro, o fato de o Governo Federal, ao longo da última década e meia, ter frustrado as esperanças dos trabalhadores, se afastando da sua base social, adotando uma postura conciliadora e uma política econômica que favoreceu ao capital, fez  algumas políticas sociais, mas, nenhuma transformação estrutural de fato na relação capital X trabalho favorecendo a vida da classe trabalhadora, resultando no cenário político brasileiro nesses dias.

A dificuldade do momento atual se dá devido ao fato de que os dois projetos de governo tocados nas derradeiras décadas se mostram agora em um profundo desgaste para não dizer que estão esgotados, o que levou à desilusão de grande parte da sociedade possibilitando a instalação desta grave crise pelos agentes políticos e econômico, este último por exemplo, forçou de forma especulativa a queda das ações da Petrobras, e  tão logo, foi aprovada a entrega do Pré-sal às petroleiras estrangeiras pelo congresso, as ações dessa companhia  subiram nos dois dias seguintes 26%. Em meio a todo esse contexto, e ao passo que foram avançando as investigações na lava jato, foi se difundindo uma polarização na sociedade, em que as pessoas foram levadas a acreditar que não há outra saída se não se posicionar contra a corrupção e automaticamente o governo ou ficar na defesa  dele.

Para sair desse dilema e por um governo de fato dos trabalhadores, devemos resgatar o projeto original da classe trabalhadora brasileira que se traduzia nas suas bandeiras que lastreava as lutas e que foram aos poucos sendo abandonadas e esquecidas para viabilizar a chegada do Partido dos trabalhadores ao governo.   Portanto, devemos resgatá-las (propagandeá-las) como  tática para começar a sair desta polarização e apresentá-las como programa de disputa de poder dos trabalhadores contra a burguesia, denunciando a aliança entre os empresários, a grande mídia, o poder judiciário e os partidos políticos da direita tradicional, e ser contras nesse momento a retirada  do governo eleito recentemente, para não abrir caminho para o projeto dos setores citados acima, o que representaria um profundo retrocesso para os setores organizados de esquerda.

Bandeiras históricos da classe trabalhadora – Redução da jornada de trabalho para 36 horas sem redução do salário, Reforma agrária sob o controle dos trabalhadores, Estatização do sistema bancário, Taxação das grandes fortunas , Não ao pagamento da dívida e Contra o Estado Burguês, entre outras.

 Não podemos titubear nesse cenário, nem fazer caracterizações equivocadas do momento, é hora de unidade de todos os trabalhadores para resistir e construir a saída  verdadeiramente em favor da massa trabalhadora, uma saída pela esquerda.

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